terça-feira, 8 de novembro de 2011




Não quero mais brincar de esquecer
Meu coração ficou exausto
Cansou de tanto relevar
Tuas promessas não cumpridas
Palavras esquecidas

Não quero mais brincar de esperar
Meus sonhos todos despertaram
Cansaram de aguardar você
Em minhas noites mal dormidas
De ilusões fingidas

Tchau!

Me deixa, eu to legal
Vai ser bem melhor assim
Eu mesmo cuidando de mim
Eu mesmo me amando, só
Eu quero ficar melhor
Eu quero te dizer

Tchau!

Me deixa, eu to legal
Vai ser bem melhor assim
Eu mesmo cuidando de mim
Eu mesmo me amando, só
Eu quero ficar melhor
Por isso eu te digo

Tchau... tchau!!!!!!

(by: LM)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

não me permiti...


Não me permiti...

Fiquei preso, encapsulado
Dentro de mim mesmo
Insensível ao meu passado,
Atacado pelos meus medos,
Apenas um ser cansado,
Jogado de lado,
Como velho e quebrado brinquedo.

Não me permiti...

Permaneci preso por paredes
Criadas num momento de desespero,
Perpetuando minhas fraquezas,
Persistindo em velhos conceitos,
Deixando brincar meus defeitos,
Remoendo possíveis segredos:

Numa expectativa danada,
Numa distância pouca,
Numa ânsia louca,
Numa procura desesperada
De um beijo que não aconteceu,
De um abraço que nunca se deu,
De um sorriso que por muito pouco
Tempo existiu...

Não me permiti...

Sonhei uma vida cor-de-rosa
Resisti. Adoeci minha alma.
Tinha o sorriso amarelado.
Tudo tingi de tons acinzentados.
Assisti, exausto ao mesmo espetáculo.
Entorpeci-me de viver pouco a vida.
Deixei na poeira um coração murcho,
Devastado pela existência e saciado dela.

Não aprendi a técnica.
Errei a fórmula da mágica.
Fechei todas as portas
E cortinei todas as janelas.
Não fui à Piracicaba.
Ainda não enxuguei meus olhos
E o suplício persiste em fazer morada
Neste corpo sedento de amor, porém,
Farto dessa magia que é o viver...

Não me permiti
Perdi-me em crateras
Transformei tudo em dor
Deixei nascer uma triste primavera
Onde brotou uma rosa inócua,
Inodora, insípida e incolor.

Não me permiti...
Por quê?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

recomeçar...


Esse não é o fim, esse não é o começo
Só uma voz como uma revolta balançando cada melhoria
Mas você ouve o tom e o ritmo violento e
Embora as palavras pareçam firmes, tem algo vazio dentro delas
Nós dizemos,
Com os braços no alto
Como se estivéssemos nos segurando a algo que é invisível
Porque estamos vivendo à mercê da dor e do medo
Até morrermos
Esquecermos
Deixarmos tudo desaparecer

Esperando o fim chegar
Desejando que eu tivesse força para suportar
Não é isso que eu tinha planejado
Isto saiu do meu controle
Voando à velocidade da luz
Pensamentos giravam na minha cabeça
Tantas coisas que não foram ditas
É difícil deixar você partir

Eu sei o que é preciso para seguir em frente
Eu sei qual é a sensação de mentir
Tudo que eu quero fazer é trocar essa vida por algo novo
Segurando o que eu não tenho

Sentando em um quarto vazio
Tentando esquecer o passado
Isso nunca foi feito para durar
Eu queria que não fosse assim

O que restou quando o fogo se foi, apenas cinzas
Eu achei isso certo mas o certo era errado
Tudo apanhado no olho da tempestade
E tentando descobrir como era seguir em frente
E eu nem sequer sei que tipo de coisas eu disse
Minha boca continuava mexendo e a minha mente morreu
Juntando os pedaços agora por onde começar
A parte mais difícil do final é recomeçar

Tudo que eu quero fazer é trocar essa vida por algo novo
Segurando o que eu não tenho

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

nosso amanhã...


Entre nós
existe algo inexplicável
que não entenderemos
existe uma pergunta
que não podemos fazer
que não devemos fazer
nem em pensamento
nem num poema qualquer
eu prometo jamais farei
para uma pergunta não feita
não há resposta pronta

Entre nós
o que existe ou deixa de existir
não importa
não somos nada
muito menos podemos ser
como a impossibilidade, presente

Fora isto
dois corações
muitas vezes batem como um só
ritmados, unidos, sem saber
batem como a pergunta
aquela que não devemos
aquela que não podemos
fazer

A resposta que não temos
pois se a vida nos une
numa ponta
a vida nos separa
por uma ponte
chamada tempo, razão
pelo caminho
que não dominamos
e nos vai levando
quem sabe até outra ponte
outra ponta
porta para o nosso amanhã

sábado, 25 de junho de 2011

saudade de amar...




E tudo é saudade
Desde a primeira até á ultima letra
Tudo é saudade
É um sentimento único...
Lembrar de um abraço (não dado)
Sentir muito além desse abraço
Ir nesses caminhos (a serem trilhados)
Encontrar vestigios numa lareira
Ou na areia de uns chinelos
E tudo é saudade
Desde a primeira até á ultima lágrima
(A única que eu não chorei)
Tudo é saudade
É um sentimento único (eu sei)...
Ter tua mão em minha mão (a que não sinto)
Teus cabelos entre meus dedos (os que não cheiro)
Ter teus beijos (os que não beijo)
E te sentir além desta ou de outras distancias
Fazendo parte da minha vida (da nossa)
Fazendo ...
Pois tudo é saudade
E na saudade de amar
Tudo será..

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Não deu...


Eu sonhei viver
Com você assim
Tudo até o fim
E no frio te proteger
E te ver dormir
E ali ficar
Vivendo pra você
Melhor viver
De Deus usar a mão
Te puxar pra lugar seguro
Sempre que precisar
Estar aqui pra te atender
Te ouvir, te aconselhar, discutir
Te livrar do escuro
De um mundo real
Mas não deu,
Que mal...
Eu sonhei viver
Com você assim
Dedicado a mim
De tudo me proteger
Pra me ver feliz a te agradar
Contando estórias pra te ver sorrir
Distrair, pensar no bem
E ver a luz da vida se acender
No amor dos braços teus
Mas não deu...

(by: Djavan)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cordão umbilical...


Hoje lembrei-me de uma certa tarde em que minha mãe dizia que faltava sal num tal molho de macarrão que ela fazia. Assim como faltava sal no molho, sobravam trevas nos meus olhos, quando eu deitado em minha cama, pensava no fruto que ela gerara, mas que ninguém queria, talvez porque não houvesse mais espaço no mundo para os diferentes. Lembrei-me também de uma tarde em que eu e ela, andando pela rua, fomos surpreendidos por uma chuva e corremos juntos até o beiral de um edifício e, a cada passo ríamos de felicidade, ríamos por estarmos ensopados. É eu recordei daquela tarde. Eu ainda batia em seus quadris e ela podia me ter, bastava estender a mão, e quando a tempestade nos surpreendeu e corríamos pude perceber que ela irradiada com o que o destinos nos reservava começou a rir e eu pude perceber que naquele instante ela aprendia comigo o que na verdade ela deveria me ensinar, o que parecia uma perseguição era na verdade uma benção, a água escorria por nossas cabeças e ríamos muito. Naquele instante parecia que voltávamos a ser um só corpo, o fio se reatara, e eu estava ligado novamente a ela para sempre. Mas sei que naquele instante ela também percebia que haviam cortado o cordão que me ligava a ela no dia do meu nascimento, mas que um fio muito mais espesso e invisível nos atara. Creio, que naquele instante, ela tenha pensado no mundo ao qual ela me trouxera, e no meu primeiro choro, atônito, com a explosão de luz aqui fora, e eu não sei porque, eu vendo-a ali, quieta, eu sabia que ela segurava o choro e que não podia mais levar-me para dentro do seu ventre novamente. Foram anos de encontros e desencontros, um misto de amor e ódio que nos perseguiu por toda uma trajetória de vida. Aqui estou, repleto, nos meus vazios, engolindo um largo sorvo de silêncio. Na saudade que nos une assim como o fio, o cordão umbilical que nos uniu para sempre. Saudades de ti...Mãe!



(Hoje fazem 3 anos que minha MÃE faleceu)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Na distância...


Amo-te na distância.
Porque na distância te sinto.
Não digo a mais ninguém,
Porque custam as palavras.
Soletro os dias,
Em sentido único.
Escapam-me os medos
E me submeto ao silêncio.
Não digo o que penso
Sequer penso o que digo
Mas na distância penso
Em continuar sonhando.
Sopra-me ao ouvido
Palavras de alento.
Rasga-me o peito
Sem pudores maiores.
Usurpa as palavras
Porque te pertencem.
E liberta-as
Para alguém as adaptar.
Não grites, sussurra.
Apenas se sentires,
Ama-me.
Mesmo que na distância.

sábado, 18 de junho de 2011

adoug...cuida de mim


Ah! Carência infinita
Que fragiliza,
Que desnuda

Ah! Carência infinita
Que atiça
Que instiga

Ah! Carência infinita
Que descompensa
Que fragmenta

Ah! Carência infinita
Que desperta sonhares
Que faz delirar

Ah! Carência infinita
Que revolve anseios
Que reacende desejos

Ah! Carência infinita
Que seduz
Que envolve

Ah! Carência infinita
Que traz dependências
Em nossas querências

Ah! Carência infinita
Que distancia da vida
O ser em nós

Ah! Carência infinita
Que cria a ilusão
De estar no outro a razão

Ah! Carência infinita
Que me torna finito
Carente de ti

Ah! Carência infinita
De quem deseja atenção
E suplica: Cuida de mim...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

MAL Necessario...



Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher
Sou as mesas e as cadeiras desse cabaré
Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo
Sou a febre que lhe queima mas você não deixa
Sou a sua voz que grita mas você não aceita
O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.
Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata
Sou o certo, sou o errado, sou o que divide
O que não tem duas partes, na verdade existe
Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem
Nos bares, na lama, nos lares, na cama.


(by: Mauro Kwitko)

domingo, 12 de junho de 2011

Amor estranho...



Que amor é esse que me tira os pés do chão
Que me faz ignorar a realidade e imaginar você comigo
Que faz você tão perto e ao mesmo tempo tão distante

Maldito amor!
Que insiste em sair do peito
Como um vulcão pronto para entrar em erupção
Se fazer visível, poderoso, arrasador
Amor que me sufoca, que me provoca, que me irrita com essa insistência
Amor que não se aquieta, que me fere a alma, que resiste que não se entrega

Bendito amor!
Que me dá alento
Que me faz flutuar, como folhas ao vento
Que me acalma me tranqüiliza, me leva
Que me dá vida
Me faz sonhar

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Hoje sou...


Hoje sou vazio,
Sou pedra perdida
No rio

Sou o descer da corredeira
Sem volta
Sem desvio

Sou o amor sem vida
Na descida
Do rio

Só hoje....

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nas entrelinhas do meu pensamento...


Não tente ver minha alma
Em meio às palavras que escrevo
Pois minha alma está
Nas palavras não ditas
Nas entrelinhas do meu pensamento

Não tente me compreender sem me ver
Pois muito do que sou
Está a mostra em meu olhar
No timbre da minha voz
No silêncio que as vezes faço

Não tente decifrar meus segredos
Pois eles não serão revelados
Pois se escondem no mais profundo de meu ser
Nas minhas peripécias desenvolvidas
Na magia que me cerca

Não tente mudar o que sou
Pois só mudo se for de minha vontade
Então me aceite como sou
Com meus defeitos e meus mistérios
E da forma como eu me entrego ao amor

terça-feira, 7 de junho de 2011

Tendências...


Não, pra quê lamentar?
O que aconteceu era de esperar...
Se eu lhe deu a mão foi por me enganar,
foi por entender que o amor não pode haver...
Sem compreensão
A desunião tende a aparecer
E aí está o que aconteceu:
Você destruiu o que era seu

Você entrou na minha vida, usou e abusou,
fez o que quis
E agora se desespera dizendo que é infeliz
Não foi supresa pra mim, você começou pelo fim
Não me comove o pranto de quem é ruim...
E assim...
quem sabe essa mágoa passando você venha se redimir
Dos erros que tanto insistiu por prazer,
pra vingar-se de mim
Diz que é carente de amor, então você tem que mudar
Se precisar pode me procurar

(by: IL)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Calei as palavras...


Tentei sentir o teu olhar!
Quis caminhar na tua direção
com um punhado de beijos.
Entrei sorrindo
no toque de um
sonho perdido.
Queria descobrir
As delícias do teu abraço.
Agora estou a espreita e de soslaio
observando o anoitecer.
Calado na noite
sem o beijo roubado
ao som de estrelas.
Agora, acabou o tempo
Calei as palavras
Ousadas, despertas!
Hoje...
Vou sentar-me numa lágrima
e guardar-te
no canto do olho,
Porque,
nunca mais terei tempo...

sábado, 28 de maio de 2011

Juras...


Terei que jurar pelos céus
ou conseguirá ler meu olhar?
Está na pele do corpo,
marcado no fundo do peito,
além das palavras e erros...

Não me faça jurar o sentir,
pois sinto o que está em ti...
É teu amor cada parte de mim,
fecundado no ventre da alma
acolhido na vida com calma

Se além dos olhos há o segredo,
procure-o desvendar sem medo...
terá que entender além do silêncio,
sentir os gestos mesmo pequenos...
Como poderia provar um sentimento?

Mas se o olhar não convencer,
a pele não comprovar...
o corpo não denunciar;
Juro...
E que a jura vinda da boca
faça sentir o que há na alma;
o meu grande amor...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O obvio...


Precisarei de tempo, muito tempo...
Antes que a noite chegue por completo
E esquarteje os últimos raios do sol,
Antes que tudo pareça evaporar
E não haja mais nem uma pequena lágrima.
Precisarei de tempo para desfazer o bordado
E começar novamente...
Com outras linhas que não as minhas.
Precisarei retornar pelos passos que dei
Até encontrar a vereda equivocada,
Até entender o que foi que me distraiu no caminho.
Precisarei de tempo para rir da piada fraca
E chorar pelo que não me toca.
Precisarei esquecer os cortes e amolar a faca,
Revolver a terra do leito do rio, já sedimentada.
Precisarei fingir que não dói a desfeita
E escancarar o sorriso de fachada,
Dissolver política no meu mundo.
Terei que pigmentar com cores indesejadas
Novos desejos aceitáveis...
Vestirei a roupa da moda...
Mesmo sabendo que não me cai bem.
Talvez assim haja tempo para ser içado
Deste mar que em mim não cabe.
Depois então...
Se não for também esse o caminho...
Terei entendido, de uma vez por todas,
O óbvio que repousa em mim agora.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

na memória de um futuro/deja vu...


Esta sensação que me invade, me faz sentir como se já tivesse vivido isto…
Não! Tenho a certeza de que já vivi este momento!
Cada som, cada imagem, cada movimento, cada sentimento…
Sim! Eu já vivi este momento!
Não entendo como é possível esta estranha lembrança e muito menos sei como explicar esta impressão. Talvez esteja num estado de consciência diferente, alterado, para que me possa perceber coisas que não sei explicar.
Numa tentativa vã, procuro arranjar explicação para a nossa noção de tempo. Ironicamente é uma perda desse mesmo tempo. Estou convencido que essa compreensão não está ao alcance da minha limitada condição humana. Acho que só Deus é que compreende aquilo a que chamamos tempo.
Agora interrogo-me: sobre o que é o ser humano? Um aglomerado de incontáveis partículas de universo, que se juntam para criar um corpo e uma consciência e da sua simbiose resulta aquilo a que se chama vida… Vida que pertence ao Universo, a tentar compreender esse mesmo Universo, com todas as suas estranhas leis…
Confusa teoria!
O melhor é esquecer este momento já vivido, ou pelo menos esquecido na memória de um futuro.

domingo, 22 de maio de 2011

refazer tudo...


Acordei querendo escrever,
Alguma coisa,
Que purgasse minha alma,
Que me livrasse,
Que me perdoasse,
Do pesadelo de existir sozinho.

Queria do fundo do meu ser,
Criar alguma coisa,
Destruir alguma coisa,
Que me trouxesse um pouco de paz,
Que não me traísse,
Em vogais desconsoladas,
Que não me fizesse chorar
Em sentimentos impertinentes.

Acordei com um gosto
Cinza de vida no ar,
Com um gosto amargo
No céu da boca,
Como se o fel do mundo
Ali desaguasse.

Queria me explodir,
Explodir o mundo.
Catar seus pedaços,
Catar meus pedaços
E refazer de um modo
Mais doce,
Mais elegante,
Mais à vontade...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ampla felicidade...



Momentos eternos
Importantes,
Sinceros,
Constantes.

Momentos únicos,
Indescritíveis,
Aguardados,
Inesquecíveis,
Encantados.

Momentos ardentes,
Maravilhosos,
Surpreendentes,
Gostosos.

Momentos de ternura,
Sensualidade,
Loucura.
Nessa ampla felicidade,
Desejo-te;
Amo-te.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Apenas a plenitude do ser...


Cantam pássaros na minha alma...
...ouço as suas vozes de sol cantarolando sonhos e fantasia, num rodopio incessante, que me prende num voo azul de ternura. As brisas do alvorecer arredam as cortinas da madrugada, risca-se o céu com tonalidades de arco-íris, moldura do coração que apazigua o sentimento.


Hoje não caminho por estradas de pensamentos dúbios, hoje decifro o olhar do dia e percebo as nuvens que se abrigam no coração. O silêncio chama-me no intervalo das canções, como uma carícia de vento que me empurra para um paraíso sem nome, bosque encantado de carícias e poemas que murmuram segredos selados no envelope do "tempo". Neste lugar edénico, perco as horas, aconchego-me na solidão dos sentidos, não sinto o corpo... não há cansaço, não há sede, não há tempo...


Apenas a plenitude do ser, orgasmo do sentir...


Embalo-me na música que nasce de mim... descubro nela vozes, violinos e harpas de outras vidas, sussurros de brisas celestes... que adormecem os sentidos num profundo desvelo.


Acordo e vejo a noite... não sei quanto tempo passou... as cores tornaram-se nebulosas, o crepúsculo abandonou a tela colorida dos sonhos... mas, nas minhas mãos, guardo ainda o sol que eu sonhei e os olhos sorriem cheios de estrelas.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

pedaço de mim que procuro...


Esta noite sonhei porque não quis.
Se quisesse sonhar não sonharia
prefiro um efeito que contradiz
pelo menos agita esta amorfia...

Esta noite não foi sonho o que tive
foram momentos reais que passaram
e cada vez mais perto do declive
sinto falta dos sonhos que faltaram...

O sonho hoje quase que me acordou
fiquei em algum lugar na fronteira vazia
no limite houve um barco que aportou
trouxe com ele o sonho que queria...

Se nesta noite sonhei, foi comigo
concentrado neste fragmento puro,
onde quase sempre vivo inimigo
de outro pedaço de mim que procuro...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Distâncias...


Existem distâncias que se medem
e outras que se perdem no caos perdido.
São tudo encontros que vivem na ordem,
mas ignoram sempre o amor sentido...

Este longe que a loucura atormenta,
nunca esteve perto de quase nada.
Morou sempre no pilar que aguenta,
a distância que morre calada...

Na ilha distante que agora se vê,
vive escuro monstro que vive perto.
Anda na extinta rota de quem crê,
que não fica longe do mar deserto...

A distância será mais que um lugar,
onde chegar através de um caminho,
é sobretudo uma forma de estar...
um vil castigo que atua sozinho...

terça-feira, 5 de abril de 2011

tempo de espera


irrigaram-se os campos
numa mostragem breve
de como se deve beber sem ter sede
de como se devem encaminhar as águas
sem saber os cursos dos rios
mostras de um movimento
que dividia os lugares
onde descansavam os meus olhos
um mundo submerso
por duas lágrimas
a me molharem os pés
ainda nus sobre a terra
enquanto a chama corrente
aguarda pelas variações do tempo
num tempo de espera.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Voce Em Minha Vida...



Você foi a melhor coisa que eu tive
Mas o pior também em minha vida
Você foi o amanhecer cheio de luz e de calor
Em compensação o anoitecer, a tempestade e a dor
Você foi o meu sorriso de chegada
E a minha lágrima de adeus

Aquele grande amor que nós tivemos,
E todas as loucuras que fizemos,
Foi o sonho mais bonito que um dia alguém sonhou
E a realidade triste quando tudo se acabou
Você foi o meu sorriso de chegada
Tudo e nada e adeus

Você me mostrou o amanhecer de um lindo dia
Me fez feliz, me fez viver
Num mundo cheio de amor e de alegria
E me deixou no anoitecer

E agora todas as coisas do passado
Não passam de recordações presentes
De momentos que por muito tempo ainda vão estar
Na alegria ou na tristeza
Toda vez que eu me lembrar
Que você foi o meu sorriso de chegada
E a minha lágrima de ADEUS...



(by:(Roberto/Erasmo Carlos)

terça-feira, 22 de março de 2011

Somente o Vazio...


Sinto-me vazio, vazio...
Entende?
Assim...
Também sentes?
Quando tudo é tão maior,
Quando tudo é tão a mais?
A mais sim!
A luz que brilha lá fora
A luz que nem na nudez me atinge
A vida que me corre por dentro
Que me escorre de dentro
Que o chão de vermelho tinge.
Não sentes?!
A paz do desassossego,
O frenesi dos segundos lentos?!
Não entende?!
É somente o vazio...
O vazio...
O silêncio...
Assim...

sexta-feira, 11 de março de 2011

TSUNAMI...

(Um forte terremoto de 8,9 graus de magnitude afetou vastas áreas no nordeste do Japão nesta sexta-feira, 11, e provocou um tsunami de 10 metros de altura que arrasou casas, prédios e áreas agrícolas, deixando várias pessoas mortas.)



Respeitar as opiniões
Não é o mesmo que concordar
Num mundo de diferenças,
Todo tipo vai se apresentar.
Mentes sabias unidas
Neste universo global,
Podem resolver conflitos
De domínio ambiental...

Os mares estão poluídos
As florestas se acabando,
O ar contaminado
A vida vai se destroçando.
O centro se preserva
A periferia se acabando,
No limbo os intermediários
O Todo se exterminando.

Essa situação danosa
Vai atingir toda terra,
Queimadas e tempestades
Furacões e terremotos...
Os oceanos atingidos,
Já começaram revidar
Tsunami s e maremotos,
Já começaram tudo inundar...

Torturando a natureza
Não vamos sobreviver,
É ela a nossa mãe
Extinta, leva consigo o viver.
Como alertar a humanidade?
Como se toca as sensibilidades?
Nosso planeta morrerá, talvez
Pela cobiça geral, quanta insensatez...

quinta-feira, 10 de março de 2011

somos iguais...


Enfim, é simples
uns escrevem isso
outros escrevem aquilo
outros ainda tal e tal
outros o bem
outros o mal
uns palavras demais
outros palavras banais
outros revelam segredos
há quem demonstre a coragem
de expor seus medos
uns sentem isso
outros sentem aquilo
uns choram demais
outros nem por isso
e nós somos iguais

sexta-feira, 4 de março de 2011

A b2k³ - SE...


Se os teus olhos me vissem
para além dos teus
dos meus
de todos os outros

despido da carne habitada
do mundo
vestido em cortes e formas
de tecido colorido

livre das tuas fantasias estampadas
e de todos os teus fantasmas brancos
saídos da escuridão

dos medos nossos
na roda do tempo
e do espaço

da redundância e pertinência
do que és
ou julgas ser

se os teus olhos vissem

esse estranho que te ama
sem se sequer conhecer

se os teus olhos fechados sentissem
o inexplicável amor
arredado de sonhos

esse amor lúcido e cru

talvez entendessem
por fim
a verdadeira estranheza
do amor ao ser humano

feito de puro, cruel instinto

e fascínio.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Aquário Eterno...


Através do vidro...
olho o catálogo,
sinto o aroma,
leio a mensagem,
respondo ao e-mail,
vivo as emoções.
Através do vidro
o tempo passa...
neste aquário eterno.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Desimportância...


Minha desimportância,
Minha nobre desimportância
Sempre me machuca.
Não estou bem.
Algo me incomoda.
Escuto Radiohead e vivo.
Ai! Eu vivo...Sem juízo.
Sem sorrisos, sem eu.
Sem.
Li Sylvia Plath para provar
A mim mesmo que não estava morto.
Isso que não tem definição
Fecho a porta, fecho os olhos.
Desânimo, desanimo.
Não sei mais o que esperar.
Algo calou a boca da minha alma.
Algo me comeu vivo.
Morri hoje de novo.
O corpo deve ter desaparecido.
O corpo e os sonhos,
O corpo e o desejo,
O corpo e o prazer.
O corpo, o corpo.
Perdi os anéis,
Perdi os dedos.
Dormi.
Não preciso acordar.
Não preciso tomar banho.
Não preciso de mim.
Não estou bem.
Depressão.
Impressão.
Sensação.
Coração.
Fui atropelado na contramão.
Deixe-me sangrar com classe.
Melhor assim.
Fim.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Meio Almodóvar...


Foi só um ensaio
Foi só um insight
Durou muito pouco
Doeu muito mais
Foi trailer de filme
Ensaio de orquestra
Foi jogo suspenso
No auge da festa
Foi curto e intenso
Canção de Caymmi
Foi meio Almodóvar
Foi meio Fellini
Foi como um cometa
No céu da cidade
Foi breve promessa
De felicidade
Eu morro de saudades do que era pra viver
E vivo da viagem de reencontrar você
Meus olhos do passado num futuro que nem sei
De tantas outras vidas
Mil pontos de partida
E todos os detalhes do que não aconteceu
Repetem o roteiro pra mostrar você e eu
O filme recomeça e nunca chega até o fim
E nessa nova vida
Não tem a despedida
Foi só a voz guia
Foi nem a metade
Foi estrela guia
Foi tanta verdade
Um mero rascunho
Mas foi divindade
Grafite no muro
Da minha saudade
Eu morro de saudades...

(by: J.N)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Homosex...


Não… não te posso amar
Você é cravo e eu sou cravo
O que nos diferencia é a folhagem
Os picos e os uivos dos lobos.
Não te beijo, não te quero…
Porque morro quando te sinto!
Você é a verdade com que minto
És o rio onde me afogo.
Não… não posso te desejar…
Perante os outros, nem num abraço.
Eu sou capim seco, você é o abrasante fogo
Não te quero porque morro
Não… não te posso chorar.
Você é a cigarra e eu o canto
Você é gaivota, eu sou gaivota.
Só rasgando os céus posso te encontrar
Numa reminiscência de mar profundo
Que se revolta num penhasco
Num pico atordoante de abismos
Ou quem sabe?
Se numa cúpula desenfreada
de borboletas assassinadas!
Não… não posso te amar
Sem rasgar do ventre a transparência
Sem enlouquecer na urgência
Dos nossos corpos enamorados.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tarde pra mim...


Estou distante e você não pode me ver
Estou sozinho, sem nem um mal e sem nenhum porque
E já é tarde pra mim.
Cansei de remontar as peças quebradas.
Enquanto isso, sua janela esta aberta, eu tenho certeza...
Esperando o dia que eu volte e te faça uma serenata.
Mais isso não acontecerá.
Porque eu ainda prefiro entrar pela porta dos seus sonhos e sair sem que ninguém perceba.
Sinto que as coisas não são como costumavam ser
Mais eu ainda acredito que você me reconhecerá um dia.
Diante de tudo? eu ainda prefiro continuar caminhando e transitando em pensamentos.
Talvez um dia...você se dê conta do amor que perdeu.
Ai me desculpe, é tarde demais e eu não poderei fazer mais nada.
Estou distante e você não pode me ver
Se isso é coisa do destino, me perdoe,
Sempre gostei de não seguir regras.
Estou sozinho, mas sigo sorrindo.
É melhor a escuridão do que se ter lâmpadas que não acendem.
Estou distante, e você ainda não poderá me ver
Porque eu sou igual ao vento, passei diversas vezes ao seu lado e você não me viu,
Murmurei barulhos que você não conseguia identificar,
Te fiz pensar de onde eu vinha,
Mais isso não me trouxe nenhum arrependimento...
E seu tempo era curto demais para que pudesse parar um segundo apenas para me sentir.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Meu Aniversário!!!


Hoje é um dia qualquer,
mas, não é um dia comum.
Hoje é meu aniversario!
E eis-me aqui confabulando comigo mesmo.
INSANO, ou NORMAL?
Pois estou desejando-me, Feliz Aniversário.
Nunca achei que um dia iria desejar-me
felicidades por estar ficando mais velho.
Mas acabei de fazer isso!
Será insegurança diante da vida?
Será uma maneira de lembrar que mais
um ano se passou, e eu continuo aqui?
Será uma dádiva à agradecer?
Francamente não sei dizer...
Mas prefiro ficar com a ultima opção!

Agradeço à Deus por me conceder dias,
e momentos felizes.
O amor da minha família, o carinho
e total compreensão das pessoas.
Dos amigos, a sincera amizade.
Que os momentos tristonhos que tive,
me tornaram maior e mais forte.
Que colocou-me lágrimas nos olhos, mas também
pôs-me sorrisos nos lábios.

Peço à Deus que a esperança continue
sendo cultivada em meu coração.
Que minha crença e fé jamais sejam abaladas.
Que meus sonhos não desvaneçam.
Que meu sorriso jamais se apague.
Que minha alma menino continue amando
as flores e os passarinhos.
E que eu possa no próximo ano,
parabenizar-me novamente.
Afinal, Deus me concedeu mais um
ano de vida e de alegria.

ENTÃO BETO, PARABÉNS!!!
FELIZ ANIVERSÁRIO PRA MIM!!!
AFINAL EU MEREÇO!!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Saudades tua!


É quando eu sinto
A vida se esvaindo
Que mais sinto a tua falta

Se você pudesse ver agora
Os meus olhos
Você perceberia
Como é grande
O meu amor por você

Se você pudesse, sentiria
O meu coração bater
No mesmo compasso do teu

E nossos olhares mergulhariam
No profundo da alma
Para sentir a doce emoção
Que faz bater enlouquecido
Os corações

Se você pudesse...
Estaria entre meus braços

Se eu pudesse...
Te prenderia junto a mim
Para sempre

Mas o amor
precisa viver a liberdade
Mesmo que em nosso peito
more a saudade!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Recolhimento...



O caos lá fora de mim
é o dos outros
Selvagem
Expulsa-me

Recolho-me

O caos que vive em mim
Recebe-me
Doméstico
Acalma-me

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Romanticos ainda existem...


Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso...

Românticos são lindos
Românticos são limpos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

Romântico
É uma espécie em extinção!
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu!

(da musica: Românticos - Vander Lee)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Rituais de Alegria...


hoje que quero a rua cheia de sorrisos francos
de rostos serenos, de palavras soltas
eu quero a rua toda parecendo louca
com gente gritando e se abraçando ao sol
hoje que quero ver a bola da criança livre
quero ver os sonhos todos nas janelas
quero ver vocês andando por aí
hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
eu até desculpo o que você falou
eu quero ver meu coração no seu sorriso
e no olho da tarde a primeira luz
hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
eu quero um carnaval no engarrafamento
e que dez mil estrelas vão riscando o céu
buscando a sua casa no amanhecer
hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
rasgar a noite escura como um lampião
eu vou fazer serestas na tua calçada
eu vou fazer misérias no teu coração
hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
para escrever a músicas sem pretensão
eu quero que as buzines toquem flauta-doce
e que triunfe a força da imaginação

(by: Oswaldo Montenegro)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CAUs...


Meu coração é selvagem
que só pertence ao Caus (deus grego)
e à noite desperta
com rascunhos imperfeitos
deixados ao meio.

Como um vidro que se parte
em mil reflexos de mim e,
eu piso deixando o sangue se derramar!

Acordo, desperto do silêncio racional
da minha alma
numa fúria de viver,
de sentir as linhas do destino
traçadas na minha mão e em meu peito.

Linhas essas,
dominadas pelos espíritos da natureza
num sonho de liberdade
que vou moldando com o tempo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Meu Jeito


Qual a melhor forma de te alegrar?
Qual o melhor jeito pra te ver feliz?
Como é que eu falo pra não ter que errar?
Como eu aprendo com o que eu nunca fiz?

Eu sei
Que os meus defeitos
São grandes demais
Que eu sempre falto
No que satisfaz
E ainda desafino no final

Eu sei
Que tudo isso tem uma razão
Pra tudo tem que haver a solução
E a minha foi achar você

Vem que eu te espero
E eu quero te dar
Todo o meu medo
Meu jeito de amar

(by: Myllena)

sábado, 27 de novembro de 2010

‘’POEMAS QUE EU NÃO FIZ’’

Rio de Janeiro 25/11/2010




Versos que ninguém canta. Frases que ninguém diz
Mensagens que ninguém lê. Poemas que eu não fiz...

Voz que implora socorro nas mãos de pessoas vis
Gritos que ninguém ouve. Poemas que eu não fiz...

Alvos de balas perdidas em confrontos de fuzis
Vidas sendo interrompidas. Poemas que eu não fiz...

Uma família que chora a paz que o mundo não quis
Sonhos que não se realizam. Poemas que eu não fiz...

Crimes que não tem censura na cultura de um país
Uma doença sem cura. Poemas que eu não fiz...

A paz pede o fim da guerra, a guerra pedindo bis
De sangue se mancha a terra. Poemas que eu não fiz

Promessas que acreditei. Esperanças sem raiz
Decepções que guardei num poema que eu não fiz...

Em meio a essa guerra urbana, pergunto; você é feliz?
Eu lhe asseguro que não, neste poema que eu fiz!...


(by: Milton J. Torrezan)

"Fragmentos de uma guerra urbana. O Rio de Janeiro continua lindo?"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

METÁFORA



Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora

(by: Gilberto Gil)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

*Dia do Professor*


Mais um ano do mestre educador
Que faz da sala continuação do lar
Da educação um jardim, um pomar
Regando com a palavra de editor

Os saberes que moldam o crescer
Para a formatação fixar na mente
Num registro em campo bivalente
Arquivos aptos para acender...

Como luz na claridade quer espaço
Para a educação atingir seus passos
Quer prioridade abraços expressos
Com urgência, não barrar o cansaço

Da espera que repousa nas gavetas
A educação é a mola, a base, o ar
Que não precisa parar, estacionar
É caminhada na reta sem curveta

Sustentáculo viável neste planeta
Precisa de mãos na lousa de giz
Critérios com capacidade motriz
Onde a ética repousa na ágil caneta

Que a luta prossiga, não seja inglória
Campo vasto dentro da História
Aplausos para nós, para ti, para eles
Parabéns ao educador sou um deles.

(by: *songueira*)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010


Cerra os olhos sem serrote e espreita a minha manhã que clareia no escuro.
É lá que te vejo às claras como se fosses um rio selvagem a criar fendas nas serras e nos montes.
Depois de fecha-los abre a mente, faz da vista um céu atingível ou apenas invólucros redondos a resguardar pequenos sinais que se afundam na epiderme.
É na selva epidérmica que te verei num raro rasgo de afeto, num amanhecer exagerado. Atreva-se, ousa… vá lá.
Me arranca o sorriso!
Hoje negoceio contigo essa fingida inocência de quem pensa que não sabe, de quem diz o que não sente.
E mente.
Pressente.
Infringe.
Vá… lá… atreva-se!
Hoje...
Te coloco num pedestal de espinhos, como se bebesse leite azedo.
Não quero pensar em ti… não… nãooooooo,
Não!!!!
… Hoje
faço amor com o teu desdém até se esgotar o meu sangue.

Ah... sim! Por deliberada necessidade…

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aconteceu...


Aconteceu quando a gente não esperava
Aconteceu sem um sino pra tocar
Aconteceu diferente das histórias
Que os romances e a memória
Têm costume de contar
Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas
Aconteceu sem um raio de luar
O nosso amor foi chegando de mansinho
Se espalhou devagarinho
Foi ficando até ficar
Aconteceu sem que o mundo agradecesse
Sem que rosas florescessem
Sem um canto de louvor
Aconteceu sem que houvesse nenhum drama
Só o tempo fez a cama
Como em todo grande amor

(by: P. Cavalcante)

sábado, 25 de setembro de 2010

renascer...


Um dia hei de renascer numa grande cidade de outro

sistema planetário, no passado ou no futuro, onde uma única montanha de 5

quilômetros de altitude se recorta no céu azul - com toda a compaixão que sinto

dentro de mim, a única coisa que vou precisar é da sabedoria da terra.

(by: Jack Kerouac)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tristeza Efêmera.


A tristeza me invade e toma conta de mim.
As palavras que me vem à mente são melancólicas e viradas do avesso da alegria,
que normalmente, consomem o ar que respiro.
Nuvens negras, pairam sobre meus sentimentos.
Mas hoje, provavelmente irá chover no meu contentamento,
a menos que eu faça o treinamento do pensamento matinal,
sim esse em que arrumo as gavetas da nostalgia e calo o teu silêncio, com as palavras da memória, com o teu olhar que habita o meu ser...
Essa tristeza que me consome os sentidos é acompanhada pela música do teu afastamento, da ausência das tuas palavras.

Mas tudo é efémero, até a minha tristeza...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Farsa...


No canto do espelho, espio
Tua pele branca,
teu abraço macio
Como se te ver por perto
Pudesse tornar o deserto
um pouco menos vazio

Como se isso bastasse
Pra afastar os medos
O que eu sinto cheio
de desejos e dedos
Como se fosse bastante
não te perder
Não te perder de vista
nem por um instante

Digo menos do que penso
Falo mais do que faço
Me defendo como posso...

Me esforço pra ser fácil
e me finjo de difícil
Mas me dou de graça
A quem descobrir minha farsa.

(by: Nila Blanco)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Da Noite...


Que canto há de cantar o que perdura?

A sombra, o sonho, o labirinto, o caos

A vertigem de ser, a asa, o grito.

Que mitos, meu amor, entre os lençóis:

O que tu pensas gozo é tão finito

E o que pensas amor é muito mais.

Como cobrir-te de pássaros e plumas

E ao mesmo tempo te dizer adeus

Porque imperfeito és carne e perecível



E o que eu desejo é luz e imaterial.



Que canto há de cantar o indefinível?

O toque sem tocar, o olhar sem ver

A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.

Como te amar, sem nunca merecer?

(by: Hilda Hilst)